Por Natália Gualberto | Conversas com a Peeko
Quando perguntei a Jotapê Malara quem ele era para além da New School e do trabalho com impacto social, não esperava ouvir que ele não era ninguém. A resposta me surpreendeu. Afinal, estamos tão acostumados a nos apresentar pelo que fazemos, pelas organizações que representamos e pelas conquistas que acumulamos, que raramente paramos para pensar no que existe para além disso.
Mas Jotapê não estava diminuindo sua trajetória. Estava me convidando a olhar para algo que, para ele, importa muito mais: o sonho.
E foi justamente sobre sonhos que nossa conversa acabou girando. Não apenas os que realizamos, mas aqueles que abandonamos, os que outras pessoas tentam escolher por nós e os que, apesar de tudo, insistimos em manter vivos.
01
O que existe quando o cargo sai de cena
Existe uma pergunta que gosto de fazer nas Conversas com a Peeko que é quem é a pessoa que estou conhecendo quando retiramos o cargo, a organização e todas aquelas informações que costumam aparecer primeiro em uma apresentação?
Com Jotapê, fundador da New School, essa pergunta abriu um caminho que eu não esperava.
“Eu não sou ninguém. Quem você encontra? Ninguém. Talvez a única coisa que exista aqui, que seja real, é o sonho.”
Ele se comparou a um grão de areia na praia. Fiquei pensando em como aprendemos a associar nossa identidade ao que conseguimos construir. À profissão, ao reconhecimento, às realizações e no que acontece quando alguma dessas coisas deixa de existir.
Talvez por isso a resposta de Jotapê tenha me chamado tanto a atenção. Antes de me contar sobre a New School, ele estava me dizendo que não queria ser definido apenas por ela. E, para entender de onde vinha aquela relação com o sonho, precisei conhecer uma parte da sua história que antecede a organização.
Uma parte marcada por uma perda que mudou a maneira como ele enxergava a própria vida.
02
Sobreviver primeiro, dar nome depois
Quando perguntei a Jotapê em que momento ele decidiu trabalhar com impacto social, sua resposta me levou para um lugar muito diferente daquele que normalmente encontramos nas histórias de empreendedorismo.
Ele falou sobre a morte do irmão. Sobre perder alguém que amava e, junto com essa pessoa, perder também o sentido de continuar fazendo as coisas que antes pareciam normais, como trabalhar, comer, seguir uma rotina. E nada daquilo fazia muito sentido naquele momento. Contudo, foi nesse período que ele começou a se aproximar de crianças de uma comunidade periférica.
Um dos encontros aconteceu enquanto tomava um açaí. Uma criança perguntou o que era aquilo e Jotapê preparou um copo para ela experimentar. Outras crianças se aproximaram, curiosas, e aquele momento simples acabou se tornando parte de algo muito maior.
Depois vieram outras experiências como idas ao cinema, ao teatro, ao McDonald's. Lugares que algumas daquelas crianças ainda não conheciam.
Mas, enquanto me contava essas histórias, percebi que o mais importante não eram os passeios, mas o encontro.
“No final, o que fazia sentido era um encontro. Aquele encontro com aquelas crianças puras, com várias perguntas, tentando me mostrar que eu era uma pessoa muito especial. Mas, no final, eu estava me sentindo muito especial de poder fazer aquilo com elas.”
É interessante pensar em como estamos acostumados a contar histórias de impacto a partir de quem ajuda e de quem recebe ajuda. Quase sempre existe alguém que identifica um problema, encontra uma solução e transforma a vida de outras pessoas. Mas a história de Jotapê não começa assim. Ele não estava tentando construir uma organização ou desenvolver uma metodologia. Estava tentando encontrar uma razão para continuar.
“Depois eu fui descobrir que era propósito e essas coisas todas, mas no final foi sobrevivência. Se eu não tivesse aquilo, minha vida ia ficar naquele buraco para sempre.”
Durante anos, Jotapê conciliou seu trabalho com as atividades que realizava com as crianças. Usava parte do próprio dinheiro, buscava apoio de pessoas próximas e tentava convencer outras a contribuírem. Mas nem sempre encontrava abertura.
As mesmas crianças que despertavam em Jotapê a vontade de continuar vivendo eram vistas por outras pessoas como uma ameaça. E isso me fez pensar no quanto nossas decisões sobre quem merece uma oportunidade ainda são influenciadas por julgamentos que raramente questionamos.
Aos poucos, aquele trabalho foi ganhando outras pessoas, estrutura e novos caminhos. A educação passou a ocupar um espaço cada vez maior.
Mas existe algo desse começo que parece continuar presente na New School: a recusa em olhar para alguém e concluir, antes mesmo de conhecê-lo, que suas possibilidades já estão determinadas.
03
Quem decide o tamanho de um sonho?
Quando criança, Jotapê queria ser jogador de futebol. Ele me contou isso com humor, brincando que talvez tivesse nascido para ser atleta, e não para trabalhar com impacto social. Mas a lembrança veio acompanhada de algo que provavelmente muitas pessoas já ouviram em algum momento da vida. Disseram a ele que aquele sonho não era para alguém como ele. Que ser jogador era coisa de gente rica. Que era melhor parar de sonhar.
Jotapê reconhece que talvez os adultos estivessem tentando protegê-lo de uma frustração. Afinal, nem sempre é fácil assistir a alguém que amamos desejar algo que parece tão distante da sua realidade. Mas será que, na tentativa de proteger, também não acabamos ensinando algumas pessoas a desistirem antes mesmo de tentar?
“Eu não ia ser a pessoa que falaria: ‘Desista disso porque você não pode sonhar com isso’. Então, talvez tenha sido uma forma de retribuir à minha criança: não importa o tamanho do seu sonho; o que importa é o sonho.”
Hoje, quando visita escolas e conversa com adolescentes, Jotapê percebe outra dificuldade: muitos jovens têm pouco espaço para descobrir o que realmente desejam. De acordo com ele, não porque lhes faltem referências, mas, em alguns casos, justamente porque existem referências demais.
As redes sociais apresentam modelos de sucesso o tempo inteiro. Carros de luxo, viagens, dinheiro, fama, uma vida aparentemente perfeita. E, aos poucos, esses modelos podem se transformar em uma espécie de régua para avaliar a própria existência. O problema não é desejar uma vida confortável, conquistar dinheiro ou sonhar com coisas grandiosas. É quando deixamos de perguntar o que realmente queremos porque estamos ocupados tentando alcançar aquilo que aprendemos a admirar nos outros.
Jotapê contou sobre jovens cujos sonhos não têm nada a ver com a imagem de sucesso que encontramos na internet.
“Já vi pessoas falando: ‘Eu sonho não perder minha mãe’; ‘meu sonho é passar de ano’. É bonito ver esse tipo de sonho real. Dá para ver que é um sonho dela, não um sonho engenhado.”
Uma cama nova. Uma geladeira. Uma mesa para reunir a família. Sonhos que, para algumas pessoas, podem parecer pequenos demais.
Mas pequenos para quem?
“Parece que, se você sonha pequeno, seu sonho não vale. Pequeno para quem? Quando a única coisa que você tem é o sonho, esse sonho é gigante.”
Essa foi uma das provocações mais fortes da nossa conversa, porque existe uma diferença enorme entre incentivar alguém a ampliar suas possibilidades e dizer que aquilo que essa pessoa deseja não é suficiente. E não se trata de romantizar a falta de oportunidades. Ninguém deveria precisar sonhar apenas com aquilo que é essencial para viver com dignidade. Mas, enquanto essas desigualdades existirem, precisamos tomar cuidado para não reproduzir outra forma de violência: a de desvalorizar os desejos de quem vive realidades diferentes das nossas.
Talvez o nosso papel não seja ensinar alguém a sonhar maior. Talvez seja ajudar a construir condições para que essa pessoa tenha liberdade de descobrir o que deseja e possa escolher seus próprios caminhos.
04
Educação de dentro para fora
Ao longo da conversa, quis entender o que existe por trás do trabalho da New School que nem sempre aparece para quem observa de fora. Jotapê começou por uma decisão que orienta o modelo da organização: os jovens não pagam pela formação. E a justificativa é simples, devido ao fato de que para alguém que precisa escolher entre pagar por um curso e resolver uma necessidade básica, educação não pode se tornar mais uma barreira.
“A gente tem uma regra dentro da New School: o jovem não pode pagar por educação. A gente tem que fazer esse bem bolado de conseguir fazer com que as empresas financiem a educação desse jovem.”
Mas, se o jovem não paga, alguém precisa financiar. E é aí que aparece uma das dificuldades que Jotapê enfrenta, que é convencer empresas e instituições de que uma formação não pode ser avaliada apenas pela quantidade de pessoas preparadas para ocupar uma vaga de emprego.
Existe uma etapa anterior. Uma pessoa pode aprender uma habilidade técnica e, ainda assim, não conseguir se imaginar ocupando determinados espaços. Pode ter acesso a uma oportunidade e acreditar que não merece estar ali. Pode concluir um curso sem nunca ter sido incentivada a reconhecer suas próprias capacidades.
“Se você não trabalhar a autoestima dela, não importa o que você faça: ela não vai conseguir se ver na sociedade como alguém que pode ou merece alguma coisa.”
Jotapê defende uma educação que trabalhe de dentro para fora. Antes de formar profissionais, é preciso enxergar pessoas e isso muda não apenas o conteúdo de uma formação, mas também a maneira como as organizações se relacionam com as comunidades.
Imagine uma empresa com cem vagas de telemarketing para preencher. Ela identifica uma comunidade periférica, oferece capacitação aos jovens e, ao final, contrata aqueles que atendem às necessidades do negócio.
À primeira vista, parece uma iniciativa positiva. Pessoas foram capacitadas e algumas conseguiram emprego, mas Jotapê propõe olhar para o que veio antes. A empresa perguntou àqueles jovens o que desejavam? Procurou compreender suas dificuldades e interesses? Ou apenas encontrou uma maneira de preparar pessoas para ocupar vagas que já precisava preencher?
“Quando você passa a construir junto com aquelas pessoas uma solução, não só para a sua empresa, mas para elas também, os dois podem ganhar. Só que, para isso acontecer, precisa ser de dentro para fora; senão vai vir de cima para baixo.”
Essa diferença entre fazer algo para uma comunidade e construir algo com ela parece simples, mas exige uma mudança profunda de postura, porque escutar de verdade significa aceitar que a resposta pode ser diferente daquela que imaginávamos. Significa reconhecer que a pessoa beneficiada por uma iniciativa também tem conhecimento, desejos e capacidade de decidir.
Pode ser que uma oportunidade de emprego faça parte desse caminho. Pode ser que não.
E é justamente aí que está a provocação que Jotapê nos deixa: estamos criando oportunidades para transformar a vida das pessoas ou estamos tentando encaixar pessoas nas oportunidades que já decidimos oferecer?
A diferença muda quem participa das decisões, quem se beneficia delas e, principalmente, quem tem o direito de escolher.
05
O impacto que o indicador não captura
Existe uma dificuldade que atravessa praticamente qualquer projeto de impacto que é como demonstrar que aquilo que estamos fazendo realmente transforma alguma coisa?
Podemos levar em consideração a importância de estabelecer metas, indicadores, prazos e resultados. Mas será que conseguimos medir tudo o que importa?
Jotapê me convidou a pensar em uma jovem que participa de um programa de formação. Talvez ela não consiga um emprego ao final do projeto, talvez não ingresse na universidade ou alcance, naquele momento, algum dos resultados previstos, mas pode ser que tenha começado a se enxergar de outra maneira. Que tenha melhorado a relação com a família, aprendido a reconhecer seu valor ou desenvolvido um olhar mais crítico sobre o mundo.
O que fazemos com essas transformações quando elas não aparecem nos indicadores que escolhemos acompanhar?
“Se motive com as histórias que não vão aparecer nos indicadores. Elas vão ser as que mais vão fazer sentido.”
Não interpretei essa fala como uma crítica à necessidade de medir resultados. Pelo contrário! Acredito que avaliar o impacto é fundamental, especialmente quando trabalhamos com recursos, expectativas e responsabilidades que ultrapassam nossas próprias intenções. Mas a conversa me fez pensar nos limites daquilo que escolhemos medir. Uma planilha pode nos dizer quantas pessoas participaram de uma formação. Pode mostrar quantas conseguiram emprego ou aumentaram sua renda. E tudo isso importa muito. Mas talvez ela não consiga contar, sozinha, o que significou para alguém voltar a acreditar que merece uma oportunidade.
“Talvez, no final, a única coisa que importa é se você conseguiu mudar o seu mundo. Mas você nunca começa pensando nisso. Você sempre começa pensando em mudar o mundo inteiro.”
Foi nesse momento que a conversa também encontrou uma parte da minha história.
Compartilhei com Jotapê um pouco da minha trajetória na engenharia de minas, da saída de um caminho profissional que já não fazia sentido para mim e da vontade de trabalhar com algo que estivesse mais conectado às questões que me mobilizam. Falei sobre a dificuldade de fazer essa transição e sobre como, em alguns momentos, parecia que eu estava caminhando sozinha.
A Peeko nasceu também desse movimento, da vontade de conhecer pessoas, aproximar trajetórias e criar pontes para quem deseja atuar no impacto socioambiental, mas nem sempre sabe por onde começar.
Não conto isso para comparar nossas experiências. Elas são diferentes, e seria injusto tentar aproximá-las além do que realmente se encontram. Mas porque percebi que, naquele momento, nossa conversa tinha deixado de ser apenas uma entrevista. Eu não estava somente ouvindo a história de alguém que construiu uma organização. Estava reconhecendo perguntas que também faziam parte da minha caminhada. E pode ser que essa seja uma das coisas mais valiosas que uma boa conversa pode oferecer.
Nem sempre saímos dela com respostas. Às vezes, saímos com mais coragem para continuar procurando.
06
Trabalhar para poder sonhar
Uma das perguntas que gosto de fazer aos convidados da Peeko é o que diriam para alguém que deseja começar a trabalhar com impacto socioambiental, mas ainda não sabe por onde seguir.
Jotapê não respondeu com uma fórmula. Sua primeira orientação foi contar a ideia para outras pessoas. Contar para quem conhece o assunto, mas também para quem nunca ouviu falar dele. Para quem pode apoiar e para quem talvez faça perguntas difíceis.
“Conte para o máximo de pessoas que você puder. Cada vez que você conta para alguém diferente, você tem o trabalho mental de visualizar aquela ideia de uma perspectiva diferente.”
Gostei dessa resposta porque ela desloca o início de um projeto de algo grandioso para uma atitude que parece pequena, mas exige coragem, como compartilhar uma ideia antes de ter certeza de que ela vai funcionar. Ao conversar com outras pessoas, somos obrigados a explicar melhor aquilo em que acreditamos e, principalmente, precisamos aprender a ouvir.
Nem toda crítica será justa. Algumas virão acompanhadas de preconceito ou de uma dificuldade genuína de compreender o que estamos tentando construir. Mas outras podem revelar perguntas que ainda não fizemos.
Nem sempre essas experiências produzem resultados imediatos. Uma conversa pode levar a outra, que leva a uma indicação, que talvez se transforme em parceria muito tempo depois e, enquanto tudo isso acontece, a vida continua, as contas não deixam de chegar porque temos uma ideia que acreditamos ser capaz de transformar alguma coisa.
“Trabalha, paga a conta para sonhar. Não dá para você sonhar sem trabalhar, porque as contas chegam. Uma hora vai virar e você vai começar a trabalhar no seu sonho. Você já está trabalhando no seu sonho, só que é um trabalho não remunerado.”
Existe uma narrativa muito sedutora sobre abandonar tudo para seguir um propósito. Mas nem todo mundo tem condições financeiras, apoio ou segurança para fazer essa escolha. Reconhecer isso não diminui a coragem de quem deseja construir algo novo, pelo contrário, permite pensar em caminhos que sejam possíveis dentro da realidade de cada pessoa.
Quando chegamos à mochila da trilha, uma das etapas que proponho nas Conversas com a Peeko, pedi que Jotapê escolhesse algumas referências para quem está começando a caminhar pelo universo do impacto.
Um livro, um curso, uma certificação, uma organização que o inspira.
Mas ele não parecia interessado em preencher essa mochila com as respostas que normalmente esperamos. Falou sobre a importância de desconfiar de quem apresenta trajetórias perfeitas nas redes sociais. Lembrou de A Escola dos Deuses, livro que conheceu por indicação de Kim Uehara e que provocou muitas conversas entre os dois e, quando chegamos aos cursos, disse que a própria vida era sua maior escola.
Até que perguntei qual certificação ele considerava importante.
“Você quer um certificado? Conquiste o respeito das crianças. O mundo corporativo adulto tem muita bajulação e troca de poder. Das crianças não tem isso.”
Fiquei pensando nessa resposta. Vivemos em um mundo que nos incentiva a comprovar o tempo inteiro aquilo que sabemos. Cursos, diplomas, experiências, cargos. Tudo isso pode ser importante e abrir portas, mas existem aprendizados que não cabem em um currículo. E talvez alguns dos mais importantes sejam justamente aqueles que aparecem na maneira como tratamos as pessoas, especialmente quando não temos nada a ganhar com isso.
07
O sonho que continua
Encaminhando para o fim da nossa conversa, perguntei a Jotapê qual organização o inspirava. Ele poderia ter citado alguma grande referência do terceiro setor, uma instituição internacional ou um negócio social que admirasse. Mas respondeu que sua inspiração era o hip-hop.
Para ele, a New School não é apenas uma empresa. É um movimento. Algo que pode atravessar gerações, se transformar e continuar fazendo sentido para pessoas que talvez ele nunca chegue a conhecer.
E foi aí que ele me contou o que consideraria seu maior sucesso.
“O meu maior sucesso vai ser eu morrer, a New School continuar na caminhada, se transformando, se adaptando à geração, mas que ela sempre continue olhando pro jovem pobre e falando: ‘Eu acredito em você, chega aí que eu vou dar a mão para você e nós vai juntos. Você não tá sozinho.’”
Fiquei pensando no quanto essa resposta contrasta com a maneira como costumamos reconhecer o sucesso de quem empreende e tudo isso pode ser importante, inclusive para garantir que um projeto social continue existindo. Mas existe algo muito significativo em desejar que aquilo que construímos deixe de depender da nossa presença.
Pode ser que uma das formas mais bonitas de pensar o impacto seja criar algo que não precise continuar sendo nosso para continuar fazendo diferença.
Achei bonito que nossa conversa terminasse assim.
O que mais ficou comigo depois dessa conversa foi a percepção de que o impacto não precisa começar com a ambição de mudar o mundo inteiro.
Ele começa quando alguém encontra espaço para acreditar em si mesmo. Quando é ouvido, tem suas escolhas respeitadas ou encontra alguém que se recusa a dizer que seu sonho é impossível.
E, se um encontro é capaz de ajudar alguém a continuar sonhando, imagine a força que esses encontros ganham quando se multiplicam.
No fim, talvez a pergunta nunca tenha sido sobre o tamanho do sonho. Mas sobre quantas possibilidades conseguimos abrir para que cada pessoa tenha o direito de viver o seu.

